3º Dia

Após quase duas semanas de viagem, hoje o nosso dia não começava tão cedo como os demais e ficámos na cama até um pouco mais tarde a ouvir o coachar dos sapos 🙂

Hoje o plano de festas iria cingir-se ao coração da ilha dos Deuses, os kms iriam ser muito menores, não deixando por esse motivo de ser um dia cheio.

Tomámos o nosso habitual pequeno-almoço Balinês e pensámos que nos poderíamos habituar rapidamente a este ´almoço´ matinal 🙂

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O nosso primeiro destino seria o

Barong Dance Putra Barong

Chegámos para a 1ª sessão do dia para assistir a este espectáculo teatral com musicm ao vivo, encenação da luta entre espíritos bons e maus com antigas danças mitológicas balinesas.

Vemos aqui representada a batalha do Bem, Barong sobre o mal, Rangdga.

Apesar de todas as acções erradas de Rangda, é Barong que sai vitorioso, simbolizando a vitorvi do bem sobre todos os males, para o bem da humanidade.

Ficámos impressionados pela qualidade da representação, danças, trajes e música ao vivo.

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O espectáculo demora quase uma hora e foi uma óptima forma de começar o dia.

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A poucos metros, fomos visitar o

Batuan Temple

Vestimos o nosso sarong e fomos visitar este belo templo hindu.

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Apesar de pequeno é muito bonito e muito cuidado. Não sendo muito turístico, por aqui pudemos passear com a máxima tranquilidade e sentir a religiosidade do templo.

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Daqui seguimos para outro templo,

Goa Gajah

É um dos templos mais famosos de Bali, muito devido ao templo esculpido na pedra em forma de elefante, daí ser também conhecido pelo templo dos elefantes.

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Inserido num local muito bonito no meio da floresta, infelizmente as fontes de purificação já não estão a ser usadas.

Este templo foi soterrado e mais tarde encontrado numa escavação.

Dentro do templo várias mulheres tratavam dos preparativos para uma cerimónia hindu e nós seguimos caminho para o próximo templo…

Pura Gunung Kawi

Atrevemo-nos a dizer que de todos os templos que conhecemos este foi o que gostámos mais por toda a sua envolvência, o espaço é simplesmente lindo.

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É um templo milenar, completamente integrado no meio da natureza e onde a palavra paz e tranquilidade faz todo o sentido.

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Não demos realmente pelo tempo passar, enquanto explorávamos todos os recantos deste templo, no entanto a barriga despertou-nos para a realidade e acabámos por almoçar ali mesmo.

Foi um momento especial e para sempre iremos recordar este templo.

O tempo estava rapidamente a mudar, e o céu azul cada vez mais estava a dar lugar a um céu bem negro, apesar do calor. Esperávamos que o São Pedro Balines nos desse tréguas até ao final do dia.

Depois dum belo almoço, o que vai bem?  Um cafezinho, claro. Então, fomos ao

Dewi Cofee Plantation

Aconselhados pelo Erwin, fomos visitar esta plantação de café e no final fizemos uma degustação de vários tipos de café e chá.

Com uma vista incrível, aqui nos pudemos deliciar com os seus cafés biológicos e beber pela primeira vez o famoso café Luwak, que dizem ser o café mas caro do mundo.

É um café produzido com grãos de café extraídos das fezes de um animal, do luwak ou civeta, um mamífero parecido com um gato.

Esquecendo este pequeno pormenor, é realmente muito bom 🙂

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Pura Tirta Empul

Este templo é famoso pelas suas estruturas de águas para banho, o qual o povo bilanes acredita serem sagradas e onde realizam rituais de purificação.

Como em Roma sê romano, também decidimos purificarmo-nos tal como os hindus.

Vestimos uns sarongs que o templo fornece e lá fomos nós.

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Existem duas piscinas com diversas fontes mas há algumas onde por respeito e tradição não nos devemos deter ou meditar.

Esqueci-me desse pormenor algumas vezes, porque sempre que via uma fonte, siga para bingo meter para lá a cabeça debaixo 🙂 Uma simpática senhora, verdadeira hindu, fazia questão de me alertar quando me esquecia 🙂

A questão que se colocou neste banho especial foi que a chuva começou a cair cada vez mais, o fresquinho já se fazia sentir e este trajecto que fariamos em 5/10 min demorou quase uma hora porque uma crente era mesmo muito muito crente e tinha longas conversas com os Deuses 🙂

O camone à nossa frente após a primeira piscina desistiu, a água estava realmente gelada e já tremia por todos os lados. Nós, duros, fomos até ao fim 🙂

O poder da mente é realmente mais forte que tudo e aproveitámos aquela cerimónia para falarmos um pouco com o nosso eu, esquecendo tudo, principalmente aquele frio todo.

Foi realmente um momento especial que guardamos no coração.

Quando saímos os deuses desabaram em fúria, numa daquelas chuvadas que há uns dias atrás tinhamos experenciado em Angkor Wat, mas desta vez a chuva não era propriamente quente 🙂

Rumámos ao nosso último destino do dia, porque nem a chuva nos poderia deter

Tegalalang Rice Terrace,

O campo de arroz mais famoso de Ubud.

Infelizmente devido ao tempo acabamos por não passear no meio dos arrozais.

Mesmo chuvoso e escuro não nos deixou de impressionar, o nosso olhar não alcança o fim daqueles enormes arrozais de uma beleza magnânime.

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Era o nosso último dia inteiro em Bali, uma ilha que nos conquistou e da qual levamos memórias muito especiais.

Amanhã bem cedo partiríamos para mais uma aventura, desta vez numa ilha no sul de Bali: Nusa Ceningan 🙂