2º Dia – Keukenhof / Zaanse Schans

Acordámos com os primeiros raios de sol a entrar no quarto, um dia bem soalheiro nos dava os bons dias!

O pequeno almoço foi excelente como no dia anterior e com muitas novidades deliciosas 🙂 O Ralph tinha uma colecção impressionante de vinis e enquanto ‘pequen’almoçávamos’ ouvíamos sempre um jazz. Se não tivéssemos planos e uma cidade por descobrir acho que tinhamos ficado ali a manhã inteira…

1º destino do dia, cohecido como o Jardim da Europa, Keukenhof, que abriria portas precisamente neste dia.

Quando comprámos a viagem para Amesterdão não foi a pensar no parque Keukenhof mas quando nos apercebemos que iria abrir exactamente nos dias em que lá iríamos estar, obviamente ficámos bastante felizes com a coincidência e não poderíamos deixar de ir. 🙂

Apanhámos um tram e bus até ao aeroporto de Schipol de onde partem amiúde autocarros que fazem o percurso de e para o parque, em sensivelmente 30 minutos.

É impossível ficar indiferente a Keukenhof e não gravar para sempre na memória este que é o maior jardim de flores do mundo.

Como chegámos bem cedo, conseguimos ver e passear calmamente, sem o grande número de visitantes que passadas poucas horas iriam ‘ invadir ‘  o parque.

Há que dizer que o espaço é enorme, cerca de 32 hectares de flores, com mais de 7 milhões de bolbos e mais de 800 variedades de túlipas. É realmente impressionante!

Pela nossa experiência percebemos que a melhor altura para visitar o parque será passado um mês, lá para meados de abril, quando praticamente todos os bolbos tiverem rebentado e aí o cenário ainda deverá ser mais espectacular. Por exemplo os enormes campos numa das pontas do parque, onde balões sobrevoam os campos coloridos e por onde se pode passear de bicicleta entre as túlipas, ainda estava encerrado, já que as túlipas vão abrindo de uma maneira cadenciada à medida que a Primavera começa e dura o tempo deste festival.

No entanto, ficámos impressionados com a quantidade e variedade de túlipas, a beleza e organização do parque e voltaremos certamente um dia, para vermos no auge este singular jardim e passearmos de bicicleta nos campos floridos 🙂

Aqui o tempo passa mais devagar e não demos pelo tempo passar, ficámos aqui toda a manhã. Por lá merendámos e por volta das 13h fomos embora, hora em que o parque já estava repleto de muitos milhares de pessoas.

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Seguimos novamente de autocarro para o aeroporto, onde aqui descobrimos um ‘I am Amsterdam´com muito menos assédio do que o de Museumplein 🙂

Daqui apanhámos o comboio, que passados cerca de 45 minutos nos levaria a koog-zaanzdjik e seguimos um curto caminho a pé, atravessando a ponte sobre o Zaan e lá ao fundo já avistámos um vilarejo de seu nome Zaanse Schans. Absolutamente delicioso, conhecido pelos seus muitos moinhos de vento, alguns com mais de 300 anos!

Aqui encontrámos diversas casas de madeira, como por exemplo uma pequena fábrica artesanal dos famosos e tradicionais tamancos holandeses, verdadeiras obras de arte! In loco conseguimos ver o seu processo de fabrico do início ao fim 🙂 Outra casa bastante concorrida é a queijaria Catharina Hoeve, com todas e mais algumas qualidades de queijo. Encontrámos, também, lojas de artesanato, antiguidades, comes e bebes e claro a atracção principal, os moinhos, que também conseguimos visitar.

Adorámos Zaanse Schans, de uma beleza melacólica que imediatamente nos conquista, com os seus moinhos como pano de fundo. Um must go a partir de Amesterdão!

Fizemos exactamente o caminho oposto e chegámos a casa ainda ‘lusco-fusco’ onde fomos lanchar umas deliciosas stroopwafles que tinhamos trazido de Zaanse Schans com um chá bem quentinho, com uma bonita vista sobre um canal que passava junto ao nosso quarto.

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Caiu a noite e seguimos para Leidsplein, umas das praças mais conhecidas, pelo seu ambiente nocturno e animação.

Fomos jantar ao Burguer Bar, um restaurante pequeno com duas grandes mesas corridas, que apesar de cheio lá se apertou mais um bocadinho para nós e comemos um delicioso hamburguer🙂

Para fazer a digestão fomos dar uma voltinha nas redondezas e regressámos a casa, com as pernas a necessitar urgentemente de descanso!

Hoje tinhamos experienciado, quem sabe os  principais símbolos do país, as túlipas, os moinhos e os tamancos 🙂