1º Dia

Após um dia inesquecível na véspera em Angkor Wat, despedimo-nos do Camboja rumo ao nosso último destino da viagem, a Indonésia.

Como há coisas que não podemos prever e uma delas é a mãe natureza, os fortes sismos na região norte de Lombok e o risco muito presente de tsunami fizeram-nos cancelar os últimos dias nas ilhas Gili e tivémos de optar por uma solução de recurso, que foram as ilhas mais a sul, Nusa Ceningan e Nusa Lembongan.

Enquanto faziamos escala na Malásia tratámos do cancelamento dos hotéis e reservas dos novos. No entanto, o nosso mais imediato destino seria Bali, a Ilha dos Deuses, onde iríamos ficar nas próximas 4 noites.

De forma a conhecermos melhor a ilha, optámos por recorrer ao Eka Journeys e o simpático e sempre disponível Irwan, que ia ser o nosso cicerone nos próximos dias, seguindo o plano que já tínhamos delineado previamente.

A nossa base seria Ubud, mais exactamente no Ubud Luwih Nature Retreat, onde dormimos no meio dos arrozais ao som do coachar dos sapos, muito romântico 🙂

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Bem cedo, como é o nosso hábito, já estávamos de pé, já que o roteiro do dia seria bastante ambicioso.

Optámos, como é óbvio, por um pequeno almoço ao estilo Indonésio, logo com um Nasi Goreng para abrir a pestana. É, no fundo, um arroz frito com muitas especiarias e vegetais, regado com um molho picante levemente adocicado. O sabor é inconfundível, tem personalidade e gostámos muito. Rematámos com um típico café Balinês para nos mantermos energizados para o restante dia e voilá estávamos preparados para o 1º destino do dia.

 

Jatiluwih Rice Terraces

Como na véspera já tínhamos chegado de noite, estávamos agora pela primeira vez a tomar contacto com a conhecida ilha Balinesa.

A primeira imagem que temos é a quantidade de templos por todo o lado, porta sim porta sim e campos de arrozais a perder de vista, não fosse a Indonésia o 3º principal produtor de arroz em todo o mundo, sendo o arroz a base fundamental da sua alimentação.

Após cerca de uma hora de caminho, chegámos ao maior campo de arroz de Bali e um dos maiores do mundos. A sua magnitude e beleza são tão grandes que é considerado património mundial da Unesco.

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Infelizmente perdemos um dos cartões de memória de uma das máquinas, com largas centenas de fotografias, mas ainda ficaram algumas para recordarmos, teremos portanto que lá voltar 🙂

O que as fotografias não conseguem descrever é aquela incrível e profunda cor verde dos campos, que para sempre nos ficarão gravadas na memória tamanha é a beleza.

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O campo tem diversos trilhos, identificados por cores, nós optámos pelo trilho médio de cerca de 1h30, ali o tempo passa devagar e não sei se era por ainda ser cedo, andámos praticamente sozinhos no meio dos arrozais, o que ainda o tornou mais especial.

Suback é como chama ao sistema de irrigação de Bali. Bem no meio das montanhas, o solo é recortado em camadas ou terraços, para que a água fique acumulada em determinados pontos e flua naturalmente para os terraços inferiores.

É incrível de ver e um must go na ilha, começámos portanto com o pé direito.

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Continuámos a seguir para norte e fizemos uma curta pausa no

Bedugul traditional market

Um pequeno mercado com muita fruta e vegetais, muita cor e muitos cheiros, onde comprámos a uma simpática senhora umas bananas minorcas que nos souberam pela vida.

Além de fruta, também por lá vendem umas malinhas de Bali que fazem as delícias de qualquer mulher! 🙂 Mas o truque é regatear sempre!

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Próxima paragem mesmo ali ao lado…

 

Ulun Danu Bratan Temple

Um dos templos hindu mais bonitos da ilha devido à sua envolvência, situado numa região montanhosa nas margens do lago Bedugul. É daqueles cenários idílicos, como nos filmes 🙂

Um verdadeiro postal da ilha dos deuses!

O templo foi construído para honrar Dewi Danu, deusa da água, dos rios e dos lagos e onde podemos passear nos seus jardins cuidados e tranquilos.

Continuámos a seguir para norte da ilha, rumo à

Banyumala Waterfall

O carro ficou estacionado a cerca de 500 metros desta cascata, a partir daí é um trilho no meio da natureza sempre a descer. Não é que seja tremendamente difícil, ter levado chinelos não foi certamente a melhor opção nalgumas partes mais sinuosas e deu para transpirar e bem!

Mas quando chegámos ao final da caminhada sinuosa, de cerca de uns 15 minutos, vemos a cascata e UAU! Esquecemos tudo, simplesmente indiscritível, tamanha é a beleza.

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Tivemos a sorte de poder disfrutar da cascata só para nós, esquecemos a temperatura da água entre o gelada e fria, e estivemos qual actores do filme Cocktail sobre as cataratas, aqui da Indonésia e não da Jamaica 🙂

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Foram uns mergulhos bem retemperadores, a água era tão pura e tão límpida, como nunca vi igual.

Junto às cataratas existe um pequeno anexo onde podemos trocar de roupa e seguir caminho, agora sempre a subir e pensar que o esforço tinha definitivamente valido a pena!

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Quando penso em Bali, talvez este momento tenha sido o ponto alto, o mais bonito 🙂

Wanagiri Swings

Bem no cimo da montanha de Bedugul, tendo como cenário o seu enorme lago, está um conjunto de baloiços que dá para tirar umas fotos bem catitas e testar os níveis no que respeita ao medo das alturas 🙂 Aviso: A paisagem é de cortar a respiração!30

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A fome já apertava e acabámos por almoçar/lanchar num restaurante à beira de estrada, a Marta comeu um frango satay com molho de amendoim, eu já não me lembro que prato típico indonésio pedi mas estava muito bom, perdeu-se a foto para recordar 🙂 Só me lembro que a Bintang, a cerveja mais conhecida do país, estava bem fresquinha! 36

Retemperados, rumámos novamente para Sul, ao nosso último destino do dia

Tanah Lot Temple

Parecia que subitamente todos os lugares confluíam neste templo e que todos os turistas na ilha iam ali ver o pôr do sol, tal como nós 🙂

É um dos templos mais conhecidos de Bali, sendo que foi construído em cima das rochas no meio do mar, o que o torna bem bonito e pitoresco.

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Foi um pôr do sol bem bonito e romântico. Não fora tantos turistas e os milhões de mosquitos esfomeados, teria sido perfeito ! 🙂

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O dia deu lugar à noite e ainda pensámos antes de ir para a nossa caminha dar uma voltinha pelo centro de Ubud, mas estávamos tão cansados que deixaríamos esse programa  para os dias seguintes.

Parámos numa espécie de 7 Eleven da Indonésia e levámos jantar para comer no nosso ninho.

Tinha sido um primeiro dia fantástico e inesquecível. O que será que o dia seguinte nos reservava?! 🙂